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Artigos Bíblicos |
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Deixando
de lado o que não interessa a verdadeira amizade
Quando Paulo escreveu aos filipensses, fez menção
de um dos maiores orgulhos do judeu, a circuncisão.
Esta era uma das marcas que diferenciava os judeus dos demais
povos na condição de povo de Deus.
De um modo geral, apesar da circuncisão ser uma marca
na carne, pelo corte do prepúcio do órgão
sexual masculino, através dela não havia demonstração
de obediência pelo circuncidado, pois na maioria das
vezes, isto acontecia quando o indivíduo ainda era
recém nascido. E pelo fato de ser um bebê, ainda
não conhecia os preceitos da lei do Senhor para obedecê-la.
Porém por fazer parte da nação santa,
a partir do nascimento, recebia esta marca.
No entanto, o apóstolo diz que os “verdadeiramente
circuncidados são os que servem a Deus em espírito,
que não se gloriam na carne, mas em Cristo”.
Paulo fez menção das razões dele gloriar-se
na carne, mas o que era lucro, considerou perda por causa
de Cristo, mais que isso, considerou tudo como perda, comparado
com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo. Considerando
tudo como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado
nele, não considerando a própria justiça,
a qual procede da lei, mas a que vem mediante a fé
de Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia
na fé.
O apóstolo viu que o fato de ser circuncidado ao oitavo
dia, pertencer à comunidade de Israel, à tribo
de benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu;
quanto ao zelo, extremista; quanto à justiça
que procede da lei, irrepreensível, não deveria
ser razão de orgulho. Porém não levar
em conta nada disso para um judeu era negar sua família,
linhagem e tradição. No entanto, Paulo percebeu
que se colocasse seu coração nestas coisas,
a sua amizade íntima com Jesus estaria em risco.
A nossa amizade com Cristo se aprofunda quando morremos em
todo nosso orgulho e quando os valores pessoais causadores
de arrogância não são mais prioridades,
pois os nossos interesses precisam ser frutos do nosso relacionamento
com Cristo. Precisamos de momentos, os quais construam cumplicidade
resultando em comportamentos semelhantes aos do Senhor Jesus.
Qualquer pessoa que observar nossas atitudes perceberá
se estivemos ou não com Jesus. Foi assim que ocorreu
quando as autoridades em Jerusalém se reuniram para
argumentarem contra Pedro e João, eles entenderam admirados
que a intrepidez daqueles homens iletrados e indoutos advinha
do fato de que eles haviam estado com Jesus.
Se o nosso sentimento cristão for apenas uma satisfação
em pertencermos a um grupo, congregação ou denominação
ou em sermos orgulhosamente tradicionais, isto será
apenas um triste sinal de que não estamos tão
próximos dele, e que a nossa amizade não é
verdadeira. Talvez seja somente, uma aparente demonstração
de hipocrisia, em sorrisos pálidos, meros abraços
de tapinhas nas costas e expressões como: “depois
agente se fala”.
Se não estamos compartilhando de momentos nos quais
falamos e somos ouvidos, então não estamos crescendo
em intimidade com o Senhor. Ele espera que tenhamos tempo
um para o outro, que tenhamos urgência em chegar ao
encontro e nos desliguemos de tudo para ficarmos a sós
com Ele.
O ideal seria termos uma amizade calorosa, quando os momentos
de distância nos causassem sofrimento e anseio para
que tão logo estivéssemos pertinho um do outro
para outra vez compartilharmos de momentos inesquecíveis.
Que esses encontros não fossem somente lembranças
de bons momentos, mas de um novo motivo para outra experiência,
a qual por sua vez ocasionasse mais outra experiência
e assim a sede de sua presença tornar-se cada vez mais
crescente.
A vontade de querer mais dEle não é uma simples
obsessão, mas uma amizade baseada no conhecimento do
seu amor, oferecendo-nos a oportunidade da habitação
da plenitude de Deus.
Parece impossível tratarmos de receber a plenitude
de Deus, pois o finito não pode conter o infinito,
porém viemos dEle, nEle fomos criados e quando nos
aproximamos dEle passamos a experimentar da sua essencial
presença.
Aquilo que hoje costumeiramente sentimos é apenas a
onipresença de Deus e estamos conformados com isto.
Saiba que a Onipresença alcança os bares, prostíbulos,
campos de futebol, comícios e cultos feitos para agradar
homens. No entanto quando a nossa amizade com Ele é
real e não apenas aparente, onde quer que estejamos
encontraremos de alguma forma, condições para
desfrutarmos um pouco da sua Presença.
Quando nos dedicarmos exclusivamente a Ele, em um local reservado,
como um quarto ou como deveriam ser os cultos, provaremos
a Presença de Deus manifesta. Nesta ocasião
não nos importaremos com alguém que possa estar
do nosso lado, a atenção é só
para o Querido Amigo. Estaremos interessados no assunto, falaremos
o quanto ansiávamos por aquele momento, diremos algo
do profundo do coração e ouviremos o que Ele
tem a nos dizer, pois é importante não só
a sua opinião na nossa vida, mas o seu querer. Então
a sua glória será sentida. Aqueles que estiverem
gozando desta amizade derramarão lágrimas com
facilidade, se arremessarão ao chão, se sentirão
gratos por receberem a atenção de tão
importante Amigo e ainda assim não se tornarão
orgulhosos, muito pelo contrário tornar-se-ão
mais quebrantados, humildes e submissos uns para com os outros.
Um grande problema é que pela falta de amizade com
o Senhor, não conhecemos as suas preferências,
pouco sabemos como agradá-lO e nem tampouco temos tomado
conhecimento do que Ele tem para aproveitarmos juntos.
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Pastor Jayro Kaillo |
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